Escoliose
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Escoliose - um desafio científico
A escoliose é uma deformidade da coluna vertebral que associa a inclinação lateral e rotação das vértebras, formando uma curva lateral anormal da coluna. Em alguns casos, a flexão ou extensão vertebral podem estar presentes também, produzindo uma deformidade tridimensional da coluna bastante complexa.
A classificação da escoliose depende da sua origem, conhecida como Congênita, quando a coluna apresenta uma malformação vertebral desde o nascimento. Classificada como Neuromuscular, quando secundária a alterações neurológicas, como Musculares Degenerativas, quando a degeneração das vértebras ocorre ao longo da vida e por ultimo, como Escoliose Idiopática, quando a sua causa é desconhecida.
Escoliose Idiopática
A escoliose idiopática é a mais frequente de todas as escolioses conhecidas, aproximadamente 80% dos casos. Este tipo de escoliose apresenta vértebras com formação normal, atinge principalmente, as crianças e os adolescentes, e tem como característica principal a progressão rápida da curvatura na fase de crescimento. Nomeada de escoliose idiopática infantil se seu aparecimento ocorre de 0 a 3 anos, escoliose idiopática juvenil quando seu surgimento é entre 4 a 10 anos, escoliose idiopática do adolescente de 10 a 18 anos e acima dos 18 anos escoliose idiopática do adulto.
Quanto a curvatura, a escoliose pode ser classificada como escoliose de curva única, dupla, tripla e quadrupla. Dependendo do grau pode ser considerada como escoliose idiopática leve, de 10 a 20 graus (medidos pelo Ângulo de Cobb), moderada, de 20 a 40 graus e severa, acima de 40 graus.
O diagnóstico, muitas vezes, é tardio devido a escoliose idiopática ser uma doença silenciosa, não causar dor inicialmente para a maioria dos casos, e ainda podendo progredir rapidamente nos períodos de estirão de crescimento sem ser percebida. Por isso, ao ser descoberta, o grau da curvatura já pode estar muito avançado.
Nos casos de descoberta precoce, com a curvatura inferior a 20 graus, normalmente é preconizado à espera de 6 meses em observação para se fazer um novo exame radiológico e com o resultado do mesmo, certificar se a curva é progressiva ou não. Quando a curvatura é progressiva, a curva piora neste período e aparece no exame, trazendo mais prejuízo ao portador da escoliose idiopática. Por isso, para esses casos iniciais em fase ainda de confirmação de diagnóstico, a investigação com 3 meses de intervalo pode ser mais adequada.
A escoliose idiopática é uma patologia (doença) de causa desconhecida e o tratamento apresenta limitações. O tratamento conservador com a fisioterapia especializada e uso de colete tem conseguido bons resultados para a maioria dos casos, além de preservar a mobilidade da coluna vertebral.
O tratamento cirúrgico, por sua vez, consegue dependendo do grau da curvatura, a correção completa imediata da escoliose e está indicada para aqueles casos em que a curvatura ultrapassa 50 ° e não respondem bem aos tratamento conservador. Contudo, a cirurgia, trás o inconveniente da limitação eterna da mobilidade da coluna vertebral como um todo, além de complicações que, às vezes, ocorre ao longo dos anos, mas mesmo com as limitações pós cirúrgica, a cirurgia ainda é a melhor solução para os casos severos.
A descoberta precoce, associada ao tratamento conservador imediato, em locais especializados em escoliose, é essencial para se atingir um resultado satisfatório e evitar o tratamento cirúrgico para a maioria dos pacientes.
Escoliose Idiopática
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